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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

CURIOSIDADES


Peixe-monstro preocupa cientistas, ambientalistas e pescadores —

Ninguém sabe quando, como e por que o siluro virou um incrível predador fora do seu ambiente natural —

Cientistas da universidade de Toulouse se disseram chocados com as proezas deste curioso predador.
Biólogos franceses da Universidade de Toulouse descobriram que certo peixe, o siluros (silurus glanis), gênero de peixes teleósteos (tipo dos silurídeas), passou a atacar pombos na beira de um rio. Chamado popularmente pelos europeus de peixe-gato, ou bagre pelos brasileiros, seu habitat se encontra em quase todos os continentes.
Cientistas perceberam que o peixe-gato europeu, oriundo da Europa central, passou a gostar de carne fresca de pombos franceses (como sabemos, pombos são portadoras de parasitas causadores de doenças contagiosas). A incrível dieta desse peixe de água doce foi constatada depois de horas de expectativa. Por sobre uma das pontes do rio Tern, em Toulouse, os biólogos montaram um posto de observação. Disseram-se “chocados” com a habilidade deles.
Peixes-gatos caçam pombos de modo muito astucioso, lembrando a tática de ataque às presas da baleia orca. Ao espreitarem as aves, quando se juntaram para beber água, banharem-se às margens do rio, os peixes celeremente se arrastaram até a parte rasa e aguardaram o momento certo de se lançar sobre algum pombo desavisado. O peixe-gato, de atividades noturnas, agora caça de dia, valendo-se como sempre dos longos pares de bigodes que localizam suas presas.
O siluro, ou peixe-gato, ou bagre gigante, predador que, tal como as orcas, transcendeu os limites da água da terra.
Peixes-gatos caçam pombos de modo muito astucioso, lembrando a tática de ataque às presas da baleia orca. Ao espreitarem as aves, quando se juntaram para beber água, banharem-se às margens do rio, os peixes celeremente se arrastaram até a parte rasa e aguardaram o momento certo de se lançar sobre algum pombo desavisado. O peixe-gato, de atividades noturnas, agora caça de dia, valendo-se como sempre dos longos pares de bigodes que localizam suas presas.
“Bigodes”, na verdade, são antenas detectoras de vibrações, denominadas de barbilhões, filamentos olfativos que compensam o pouco grau de visão do peixe. Daí, os pesquisadores perceberem que o peixe-gato só escolhiam os pombos que se agitassem na água. O êxito das investidas foi de 28%, uma taxa incrivelmente bem sucedida de um em quatro ataques do predador que conseguiu transcender a barreira que separa a água da terra ― e sabe-se lá desde quando isto ocorreu!
Os biólogos Julien Cucherousset, Frédéric Santoul e colegas da universidade toulousiana ficaram surpresos com o aumento de cardumes e seu tamanho. Retiraram, certa feita, de um rio, um exemplar de dois metros de comprimento com 150 quilos de peso. Houve lugares da Europa onde já fisgaram um desses bagres até bem maior ― com cinco metros de comprimento e 300 quilos de peso, preocupando biólogos, ambientalistas e pescadores.
Peixe de grandes cardumes que anda desequilibrando ecossistemas aquáticos, chegando a atingir
cinco metros de comprimento, pesando 300 quilos.
Para cientistas e demais interessados no problema, trata-se de grande ameaça à fauna de rios, açudes, lagos, barragens e, principalmente, à saúde. Seus dejetos estariam a provocar toxicidade momentânea nos locais onde cardumes se concentram. O denominado “peixe-monstro” vem causando desiquilíbrio a diversos ecossistemas aquáticos, e ele não gosta apenas de pombo.
Peixes-gatos, na realidade, comem qualquer coisa viva ou morta; são também necrófagos. Sabe-se até que, na Alemanha, um deles deu um bote certeiro em um cisne. Pescadores temem o extermínio de peixes próprios para consumo, pois, estão sendo dizimados aos poucos por cardumes do glutão que até devora os da própria espécie.
Ainda não se descobriu a causa de aumento em número e tamanho dessa exótica praga aquátil, tampouco se sabe por que ela mudou. Há projetos em andamento para controle e possível remoção da espécie em certos países como Portugal. AVE MARIA!!!! Que Deus nos defenda da invasão desses “alienígenas”, bigodudos de bocarra achatada! 
Texto de Davilson Silva
Postado em 01/01/2018
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